terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Suéter chinês

E numa noite qualquer de verão, se havia luar não sei, mas havia certa magia, a magia da conexão do pensamento...


na sala de estar DELE...


ELE ,cheio de si:- Alô, quem fala?


na  sala de estar dele...


Ele ,breve ,responde perguntando: -Quer falar com quem?


ELE ,impetuoso:- Com Romualda, ela está? Você pode dizer a ela que quem quer falar é o cavalheiro a quem ela deve o suéter.
...


- E porque diabos Romualda está a dever um suéter a qualquer bode que a procure? -desconfia Ele.


ELE: -Fora emprestado por mim à ela durante a pescaria em outubro.


- Pois que venhas recolher o MAL dito suéter de minhas próprias mãos tão logo eu a sufoque com as mesmas, Romualda sem vergonha minha esposa que me vem colocando este par de chifres com quem falo ao telefone. Fique com o suéter e enterre a defunta.- bradou Ele.


ELE:- Orabolas, saiba que estou defronte a sua casa, a ponto de destelhar afim de recuperar o dito suéter, apenas isso, dê-me o que é meu de direito, orabolas novamente. E diga a Romualda que ainda espero ansioso, preciso vê-la, seus olhos ainda me encantam.





Ele: -Pois os olhos o aguardarão nos bolsos do suéter. E pelo visto vosso juízo acabou ficando junto com a senvergonhice na pescaria.

ELE: - Onde está Rominha, apenas um olhar e o suéter é claro... Suéter herdado do meu cunhado que participou de uma empreitada por entre as savanas africanas em 1976, caçava pacas selvagens...
- Aposto que falava chinês... -Ele...arriscou...

ELE: -Mandarim do norte da China...tem sotaque...

Ele já destemperado: - E afinal, porque estamos continuando uma conversa que nem sequer deveria ter começado? Pro raio que o parta o suéter...venhá cá que lhe parto eu mesmo!

ELE: Ora...me parta, mas não parta o suéter e diga a Romualda que ainda assim, esperarei por ela sentado a mesa da pousada na rua debaixo a que ela frequentava quando ainda era uma moçoila despontando na vida...

Ele: Faça o reconhecimento do corpo de Romualda Mirela...

ELE: Quem? não é Romualda das Chagas?

Ele:- Não.

ELE: Queira desculpar-me, foi um engano.

...

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Textos de uma nova fase.

Foi com imensa satisfação que ouvi anunciar, num programa de TV, a entrevista que seria realizada com Edgar Vivar, Seu Barriga.
Apesar do projeto a pleno vapor, maquetes, pranchas e desenvolvimento, não pude ser indiferente.
Seu Barriga, doce lembrança. Apesar de viver tal sentimento quantas vezes eu conseguir, mesmo que menos do que eu gostaria. Assistir ao programa do Chaves é realmente um dos momentos mais felizes de um dia.
Em contraste com o humor apelativo, de mal gosto. Risadas de pura ingenuidade, mas sem ironia, com leveza, inocência, achar graça... E rir.  Sem apelação, é a graça natural, a graça feita com amor.
E no momento de chamar a personagem e antes esse ser humano tão notável ao palco, emoção.
Era o Seu Barriga, idoso, menos barriga e mais serenidade, bem diferente, mas caracterizado com sua maleta preta para guardar os recibos de  alugueis pagos.
Toda a magia que só vive quem entra de corpo e alma nas histórias.
A entrevista teve momentos dissonantes, infelizmente, devido ao despreparo lamentável do apresentador Celso Portioli. Nada sabia sobre a série. E não atingiu o nível desejado.
Confessou não saber falar inglês, falta grave, desconheceu a história de alguns integrantes já até falecidos. Arriscou um espanhol de terceira. “Permesso” é italiano.
Falemos de coisa notável.
Edgar estudou o Brasil para demonstrar em nossa cultura o sentimento que nutre por nosso povo. Público tão carinhoso.
Defendo Jô soares e Marília Grabriela, competentíssimos e dignos de estar frente a frente com os melhores entrevistados. Lembrando que Jô entrevistou o Quico.
São completos, são brilhantes.
Seu Barriga cantou, chorou emocionado com as lembranças e homenagens.
Obrigada por ter feito parte da formação de tantos jovens de hoje que riem de bobagens e repetem essa bobagens para ver os outros rindo.
É fato que tudo isso um dia não passara de lembranças. Mas estará ainda assim em cada pedacinho de nós, sua marca jamais se apagará. Porque o que é do bem resiste ao tempo.
Algo bom na nossa existência.
Eu assisto sempre.



domingo, 7 de agosto de 2011



segue o último texto da série: ANTIGOS
vamos ver agora se ainda sei escrever =]

gostei desse texto ter sido o último...ele de fato fecha uma fase da minha vida ou abre outra, tanto faz!











Consegui. Porque acreditei. E acreditei tanto, porque eu sou assim, ou acredito com toda força que cabe em mim, ou nem sequer me deixo pensar no que não vale a pena. Sempre foi assim. Acreditei todas as manhãs, acreditei todas as horas de almoço quando o ronco do estômago fazia lembrar que só na janta teria fim, acreditei nos finais de semana, nos de sol principalmente, acreditei quando era jovem, acreditei quando era chata, acreditei naquela época que deixei de ser chata e de ser tão jovem, acreditei muito quando cantava, acreditei muito quando dançava, não deixava de acreditar nem quando pirava, mesmo quando achava que não, eu ainda acreditava, acreditei quando perdi tudo e quando recuperei tudo continuei acreditando, acreditei sozinha, acreditei na multidão, acreditei em dois, acreditei sabendo, acreditei duvidando, acreditei rindo e também chorando.
Algumas vezes falei. Outras escondi. Por outras menti.
Porque o lugar, é o mundo.
Porque a hora, é o tempo todo.
Porque a razão, é ser feliz.

E mesmo tendo feito tanto, ainda não fiz quase nada.

06/03/11

Sobre as coisas perdidas

...
Não sei se é normal isso, só sei que para mim é um estilo de vida. Começo e não termino. O inacabado é quase uma necessidade. Um desejo de manter-se sempre necessário. Pôr um fim soa estranho. Não me agrada. Já quis mudar não sei se ainda quero. Mas por hora não vou me preocupar com isso. Vou juntar o que ficou no tempo e juntar, compilar, ajeitar, reler, reavaliar, rir, lembrar, modificar, talvez guardar, talvez jogar fora, mas terminar é minha menor preocupação.

Pronto

Dando veracidade ao ditado que diz que o bom filho a casa torna aqui encontro-me e comparo-me ao ditado  não só por estar de volta à casa, mas porque me considero de fato boa prole.
E já adianto que a mão que escreve é a mesma, mas a cabeça que dita vem de tempos ociosos.
Então perdoe-me se soar confuso ou até mesmo incoerente, é só até o esquentar dos motores, mas não demora muito.
O que se tem que faz parte do próprio eu, adormece, mas não se finda.
A afinidade com o papel permanece.
E a regra para o oficio permanece a mesma, querer escrever e ter do que falar são coisas distintas que não andam juntas. Ainda bem podemos deleitar-nos da falta de compromisso, do acaso da ação criativa por si só.
Escrever por escrever.
Simples assim.
E o motor aquecido de um veículo sem direção. As opções são infinitas.
Perceba que não é falta de opção, ao contrário, é a presença de todas elas.
Falaria do anel de saturno, ou do prisma inscrito do cristal ou até mesmo das ondas magnéticas do riscar da caneta nestas folhas de papel ouvida por um cão a metros de distância.
Mas não sei.
Acho que fico por aqui mesmo.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Tenho heróis sim

Mas não é nenhum desses de filmes ou novelas, filmes...
Também nenhum desses ventríloquos loucos de bandas que nem sei se ainda posso chamar assim. Fosse melhor talvez chamar de grupos porque pode explica a falta de estrutura. Ai é mais genérico e abrangente. Define melhor o que eu mesma não sei definir.
Admiro aquela época em que homens eram homens, e mulheres eram mulheres.
Sobre a redundância esclareço, homens fortes de físico e mente, mulheres cuidadosas de corpo e alma.
Quando o mais forte também era o mais inteligente. Na antiguidade acontecia...tem um tempinho só...
Quando ter coragem era ponto fundamental. Principio moral.
Quando a verdade era posta em xeque e defendida com sangue.
Os pequenos aprendiam mais do que ser grandes, aprendiam a ser humanos, fortes, sensitivos, instintivos, intuitivos.
A honra e o caráter os fazia viver.
Posso não gostar do período Greco-romano? É um fascínio...
Como posso preferir os de hoje? Nem com todo otimismo que há em mim.
Só se não houvesse conhecido os outros...
MOSTRE-ME SEU LIXO QUE TE DIREI QUEM ÉS.